O treino de bike que promete revitalizar o cérebro
- março 23, 2026
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Uma pesquisa britânica é a primeira na história a demonstrar que, à medida que se ganha condicionamento físico, o cérebro passa a elevar a produção de uma molécula que estimula a conexão entre as células nervosas e o desenvolvimento de novos neurônios – e em apenas uma sessão de 15 minutos na bicicleta.
O trabalho, da University College London, reforça, assim, o poder dos exercícios para o bem-estar mental e cognitivo. Pois a substância em questão, conhecida como fator neurotrófico derivado do cérebro (ou BDNF, na sigla em inglês) é associada a ganhos de desempenho e proteção contra males que podem pintar com o avançar da idade, inclusive o Alzheimer.
A experiência britânica recrutou 30 pessoas de 18 a 55 anos consideradas sedentárias. Parte delas foi convidada a participar de um treinamento físico com três sessões numa bicicleta ergométrica por semana durante dois meses e meio – essa turma foi instruída a aumentar o ritmo gradualmente. Os demais participantes continuaram seguindo seu estilo de vida mais paradão.
Todos os voluntários foram submetidos a testes físicos e de capacidade cognitiva, além de exames para dosar os níveis de BDNF e os impactos da atividade física em uma região do cérebro chamada córtex pré-frontal, ligada às tomadas de decisão e ao controle dos impulsos.
Na 12ª semana de treino, a última do experimento, os cientistas notaram que havia um pico na liberação de BDNF após os exercícios mais intensos. E bastava uma sessão de 15 minutos para que isso acontecesse. Mais: os níveis elevados da molécula neuroprotetora foram associados a mudanças positivas no cérebro durante testes de atenção.
Os achados da equipe britânica revelam que, à medida que se ganha condicionamento físico, o cérebro responde com a descarga da substância conhecida como uma espécie de fertilizante de neurônios. E, nessas condições, nem meia hora de suor já impactaria a massa cinzenta.
Mais um bom motivo para começar a se exercitar – lembremos que os voluntários da pesquisa estavam fora de forma antes de subir na bike – ou manter as atividades aeróbicas na rotina. Pensando no curto prazo, pois a elevação de BDNF pode melhorar a performance cerebral, e no longo prazo, uma vez que estudos relacionam a molécula à maior proteção contra o déficit cognitivo e a demência.
Fonte:Saude Abril