Alongar antes da musculação: pode ou não pode?
- março 23, 2026
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Prática muito comum no treino, o alongamento é alvo de debates entre os praticantes: afinal, pode alongar antes do treino? Nas aulas de educação física na escola, todos se lembram de passar alguns minutos parados, alongando o corpo, antes de efetivamente iniciar as atividades.
No dia a dia, ele pode contribuir para o aumento da flexibilidade e da mobilidade corporal. Contudo, antes de uma atividade física, esticar os músculos pode reduzir temporariamente sua força, prejudicando o desempenho subsequente (e até produzindo um efeito contrário ao desejado).
Por isso, quando se trata da musculação, o alongamento pode não ser tão benéfico quanto se imaginava.
A seguir, veja mais detalhes sobre os diferentes tipos de alongamento.
Os estudos sobre o tema costumam avaliar os efeitos dos alongamentos estático e dinâmico no exercício físico. No caso do estático, aquele realizado com o corpo parado e que costuma ser recorrente antes do treino, parece haver prejuízos à atividade física, aponta um trabalho de revisão feito por pesquisadores canadenses.
Isso ocorre em razão de suas características de neutralidade: ao estender um grupo muscular e manter a posição por mais de 90 segundos, pode haver alteração na rigidez musculotendínea (aquela sensação de tensão ou “aperto” na amplitude de movimento dos músculos), reduzindo o reflexo neuromuscular. Em outras palavras, isso diminui a força máxima do músculo durante o exercício.
Esse tipo de alongamento, claro, pode ser realizado em outros momentos do dia, como após acordar ou pouco antes de dormir. No pré-treino, embora ele não necessariamente seja prejudicial em curtas durações (abaixo de 90 segundos), também não há evidências suficientes que comprovem seus benefícios.
O alongamento dinâmico, por outro lado, não apresentou efeitos negativos. Em alguns casos, inclusive, os resultados apontam para um aumento no desempenho físico.
Nesse sentido, o alongamento dinâmico funciona como um aquecimento, preparando o corpo ao elevar a temperatura muscular e promover maior recrutamento neuromuscular, isto é, o processo pelo qual o sistema nervoso ativa unidades motoras (neurônios e fibras musculares), aumentando a força da contração do músculo. Dessa forma, a performance é aprimorada e os riscos de lesões são reduzidos.
Em geral, o aquecimento muscular pode ser dividido em quatro formas principais:
Na musculação, as quatro formas podem ser mobilizadas, com foco sobretudo em movimentar as articulações que serão utilizadas no treino.
Fonte:Saude Abril