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Exercícios e Dores

Música na sala de cirurgia acelera recuperação e diminui estresse, aponta estudo 

  • março 23, 2026
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Música na sala de cirurgia acelera recuperação e diminui estresse, aponta estudo 

Uma paciente indiana foi submetida a um método incomum enquanto passava por uma cirurgia: ela ficou o procedimento inteiro com um fone que tocava música instrumental. Segundo um estudo do Maulana Azad Medical College e do Lok Nayak Hospital, em Nova Déli, o simples ato reduziu a necessidade de anestésicos e analgésicos durante a remoção da vesícula biliar e ainda acelerou a recuperação no pós-operatório.

cirurgia com musica
BBC

O estudo foi publicado na revista Music and Medicine e divulgado pela BBC. A pesquisa oferece uma das evidências mais consistentes de que a exposição à música enquanto o paciente está inconsciente é capaz de modular a resposta fisiológica ao estresse cirúrgico e diminuir, ainda que modestamente, o uso de propofol e opioides.

“Nosso objetivo é a alta precoce após a cirurgia. Os pacientes precisam acordar lúcidos, alertas e, idealmente, sem dor. Melhor controle da dor significa também menor resposta ao estresse”, salientou a Dra. Farah Husain, anestesista e musicoterapeuta certificada, que coordenou o estudo.

A análise envolveu pacientes submetidos à colecistectomia laparoscópica, operação rápida e de recuperação curta. Durante o procedimento, todos receberam o mesmo conjunto de medicamentos, ou seja, prevenção de náuseas, sedativo, fentanil, propofol e relaxante muscular. Além disso, receberam bloqueios regionais guiados por ultrassom, prática já consolidada na anestesia contemporânea.

Ainda assim, o corpo tem reações, como frequência cardíaca aumentada, pressão arterial oscilando e hormônios de estresse disparados, especialmente durante a intubação. Os pesquisadores apontam que a música pode suavizar esse efeito.

“A laringoscopia e a intubação são consideradas as fases mais estressantes da anestesia. Embora o paciente esteja inconsciente, o corpo responde com alterações hormonais e cardiovasculares”, explicou a Dra. Sonia Wadhawan, diretora do departamento de anestesia.

O ensaio clínico partiu de uma constatação fisiológica já conhecida: a audição é o último sentido a ser desligado. Mesmo plenamente anestesiado, o cérebro continua processando estímulos sonoros.

Realizado ao longo de 11 meses, o experimento acompanhou 56 adultos entre 20 e 45 anos, divididos aleatoriamente em dois grupos. Todos usaram fones com cancelamento de ruído, mas apenas metade ouviu músicas instrumentais relaxantes, escolhendo entre flauta ou piano.

Os resultados mostraram uma clara e significativa redução no uso de propofol, menor necessidade de fentanil (potente opioide), controle mais estável da pressão arterial, níveis menores de cortisol, o principal hormônio do estresse, e despertar mais rápido e lúcido.

Essa ideia de que o cérebro anestesiado permanece parcialmente receptivo não é nova. Alguns relatos raros de consciência intraoperatória, ou seja, quando o paciente lembra trechos da cirurgia, já haviam mostrado que o inconsciente pode armazenar memórias implícitas.

Os autores observam que, se experiências negativas podem ser gravadas, as positivas também podem. “Estamos apenas começando a explorar como a mente inconsciente responde a intervenções não farmacológicas. É uma forma de humanizar a sala de cirurgia”, concluiu Husain.

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Fonte:Mundo Boa Forma

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