Quer mudar de alimentação neste ano? Conheça a dieta campeã do ranking dos especialistas americanos
- janeiro 19, 2026
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A dieta mediterrânea foi outra vez considerada a melhor do mundo no levantamento anual da US News & World Report, publicação norte-americana que a cada início de ano divulga um ranking dos tipos de alimentação ao redor do globo. É o nono ano consecutivo em que ela lidera a lista.
O site determina os resultados com base na análise de médicos e nutricionistas, que avaliam diferentes tipos de dieta em relação aos seus benefícios à saúde, mas não apenas isso: fatores como a segurança da dieta e a viabilidade de praticá-la também são considerados para determinar as melhores opções do mundo.
A primeira pista está no nome: essa dieta está relacionada à culinária dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, o que inclui o sul europeu, o norte africano a o oeste asiático. Países renomados por sua culinária, como Itália, Espanha, França, Espanha e Grécia são alguns dos que contribuem para a dieta mediterrânea.
Trata-se de uma alimentação rica em produtos de origem vegetal, mas sem se restringir a eles. Grãos integrais, leguminosas, frutas e oleaginosas são abundantes na alimentação mediterrânea, que também prioriza carnes de aves e frutos do mar, em detrimento da carne vermelha.
Outro trunfo da região é a tradição em produzir e utilizar o azeite de oliva, um dos óleos culinários mais ricos em gorduras saudáveis, que ajudam a debelar os impactos do colesterol ruim.
A dieta mediterrânea é considerada uma opção flexível – sem restrições grandes quanto ao tipo de ingrediente utilizado – capaz de fornecer boas doses de macronutrientes, vitaminas e minerais em quantidades equilibradas, com ingredientes versáteis que se adaptam a diferentes estilos de vida. De fato, ela é tão adaptável que já há quem fale em dieta “planeterrânea”, usando variedades de regiões distantes do Mediterrâneo para chegar a efeitos parecidos.
Citando a culinária grega como exemplo, a US News & World Report destaca que seus pratos costumam ter uma média de 40% de carboidratos, 40% de gorduras saudáveis e 20% de proteínas. Com os alimentos utilizados, trata-se de uma combinação que “beneficia a saúde cardíaca, reduz a inflamação, melhora a saúde cerebral e ajuda e prevenir doenças crônicas como problemas cardíacos e diabetes tipo 2”.
A facilidade de encontrar e utilizar os ingredientes também torna a dieta mediterrânea uma das opções mais fáceis de manter a longo prazo: é diferente das chamadas “dietas de emergência”, que muitas vezes se baseiam em restrições alimentares que costumam ser insustentáveis após algum tempo.
Uma dieta saudável deve levar em conta uma boa combinação de macro e micronutrientes. Uma boa quantidade de vegetais (verduras, legumes e frutas), que fornecem fibras, vitaminas e minerais, é sempre recomendada, de preferência acompanhados de fontes magras de proteína.
Evite produtos ricos em gorduras saturadas e sódio, uma dica que costuma passar por reduzir ou eliminar por completo o consumo de ultraprocessados. Outros exemplos citados pelo relatório como boas opções, além da dieta mediterrânea, incluem a dieta DASH (que já foi a melhor do mundo neste mesmo ranking) e a flexitariana.
Na busca por se alimentar melhor, pode ser uma boa ideia ouvir um profissional da área de nutrição e elaborar um plano alimentar que se adeque aos seus objetivos, necessidades e gostos pessoais, garantindo que não falte nenhum nutriente essencial para a manutenção da boa saúde.
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Fonte:Saude Abril