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Com um sabor doce intenso e textura seca, a lúcuma é uma fruta subtropical nativa dos Andes, encontrada na natureza em países como Equador, Chile e Peru. Suas propriedades associadas ao fortalecimento da imunidade impulsionaram a popularidade da fruta no mercado internacional, fazendo-a atrair interesse também no Brasil.
Na região andina, é utilizada como adoçante natural na panificação e confeitaria, sobretudo para o preparo de sorvetes, sobremesas e iogurtes. Para além da polpa, sementes e casca, a fruta também pode ser transformada em farinha para ser usada no preparo dos alimentos.
Quais são os benefícios da lúcuma?
Apesar de ser produzida na América do Sul, a fruta é mais comercializada na Europa, Ásia e América do Norte. No Peru, é conhecida como “fruta de ouro” ou “ouro dos incas”, devido a sua intensa cor amarelo-alaranjada. Sob o nome científico Pouteria lucuma, estudos indicam que seu consumo pode contribuir para a prevenção de doenças crônicas, graças ao potencial antioxidante.
O potássio, mineral mais abundante da lúcuma, atua na regulação da pressão arterial. Os compostos fenólicos reforçam este efeito, reduzindo a hipertensão e auxiliando na prevenção de doenças cardíacas.
A fruta ainda apresenta propriedades anti-inflamatórias. A vitamina B3 ajuda a regular os níveis de colesterol, enquanto derivados da vitamina E estão associados à redução no ritmo do avanço de doenças cardiovasculares e neurológicas.
Pesquisas também identificaram ação anticancerígena em componentes presentes nas sementes de lúcuma, como taninos e quercetina. No entanto, esses efeitos são observados em laboratório, com concentrações elevadas desses compostos, e não são obtidos pela alimentação.
Apesar do teor elevado de açúcares naturais, a fruta também contém substâncias que ajudam a controlar o aumento de glicose no sangue, podendo ser uma alternativa para pessoas com diabetes, conforme o caso.
Composição da fruta
A lúcuma se destaca entre as frutas pelo teor relativamente elevado de proteínas. Entre 1,5% e 2,4% de seu peso total é composto pelo nutriente, índice inferior apenas ao de frutas como abacate, maracujá, coco e banana verde.
Níveis altos de fibra também são encontrados na lúcuma, correspondendo a cerca de 1,3% de sua composição. O valor a coloca entre as frutas mais ricas no nutriente, superando o mamão, banana, manga e abacaxi.
O restante é formado, sobretudo, por carboidratos, que representam aproximadamente 30% do total, e por água, em torno de 58%. A fruta possui vitaminas A, C e E. Minerais como potássio, magnésio e cálcio também são encontrados, micronutrientes essenciais para o funcionamento adequado do corpo humano, além de pequenas quantidades de fósforo e ferro.
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Fonte:Saude Abril

