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Comida e Saúde

Tendão do bíceps femoral: tudo sobre a lesão que tirou Éder Militão da Copa do Mundo

  • abril 28, 2026
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Tendão do bíceps femoral: tudo sobre a lesão que tirou Éder Militão da Copa do Mundo

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O zagueiro Éder Militão está fora da Copa do Mundo de 2026. Convivendo há meses com uma lesão na coxa esquerda, o defensor da Seleção Brasileira e do Real Madrid havia optado por um tratamento conservador que não inviabilizasse a participação no torneio, mas não foi suficiente: nesta terça (28), após constatar o agravamento do problema, ele foi submetido a uma cirurgia que deve afastá-lo dos gramados por cerca de seis meses.

Segundo o Real, Militão sofreu uma ruptura no tendão proximal do bíceps femoral e foi operado pelo médico finlandês Lasse Lempainen, especialista na área. A intervenção foi considerada bem-sucedida e ele deve começar “nos próximos dias” o trabalho de reabilitação.

O tempo de recuperação, porém, é mais longo do que o intervalo até a Copa: o Brasil estreia na competição em 13 de junho, contra o Marrocos, enquanto o defensor só deve voltar a atuar em outubro.

Entenda melhor a lesão de Éder Militão, as tentativas de tratamento que ele realizou nos últimos meses e a cirurgia que acabou se tornando inevitável.

O que, exatamente, foi a lesão de Éder Militão?

Inicialmente, acreditava-se que o zagueiro havia sofrido uma lesão muscular no bíceps femoral, um dos músculos conhecidos como isquiotibiais, que compõem a região posterior da coxa. Militão já havia machucado essa parte do corpo no final de 2025, e optou por um tratamento sem cirurgia. O quadro é caracterizado por dor intensa na região das nádegas.

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A gravidade da lesão muscular varia, podendo envolver estiramentos ou até uma ruptura do próprio músculo.

Quando o problema permanece latente, alterações na movimentação ocasionadas pelo desconforto também podem colocar em risco estruturas vizinhas, como parece ter sido o caso de Militão: desta vez, além da questão muscular, o defensor também apresentou uma ruptura do tendão que passa por essa zona e chega até a parte de trás do joelho.

Diante do novo cenário, não houve alternativa além da cirurgia.

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Como era o tratamento conservador?

Até a nova lesão, Militão havia optado por uma técnica menos invasiva, justamente para evitar ter que passar por uma cirurgia com um período de recuperação longo. Além de desfalcar o clube na sequência da temporada, o procedimento provavelmente o impediria de disputar a Copa do Mundo, como agora acabará acontecendo de qualquer maneira.

Segundo a ESPN, o zagueiro teria optado por um tratamento com plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP. Nessa técnica, uma amostra de sangue da própria pessoa passa por procedimentos que a convertem em um plasma enriquecido com mais plaquetas, fragmentos celulares que ajudam na cicatrização.

O PRP é estudado por um potencial de acelerar a recuperação de lesões em músculos, ligamentos, tendões e articulações, desde que acompanhado de um período de repouso e fisioterapia.

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Como costuma ocorrer com intervenções conservadoras em atletas de alto rendimento, porém, a técnica também envolve uma espécie de corrida contra o tempo: a ideia é manter o desempenho tanto quanto for possível e deixar a cirurgia para depois da temporada, algo que nem sempre é possível, como visto no quadro de Militão.

Em grande parte dos casos, mesmo sem agravamento da lesão antes do previsto, uma intervenção cirúrgica tende a ser necessária. Isso ocorre porque, diferentemente de não-atletas, esportistas profissionais não costumam ter tempo de repouso suficiente entre jogos e eventos para que a cicatrização ocorra completamente só com um tratamento conservador, colocando em risco a continuidade da carreira.

Como funciona a cirurgia?

A cirurgia busca reparar o tendão rompido e reinseri-lo no osso – vale lembrar que os tendões são as estruturas que ligam os músculos aos ossos, diferentemente dos ligamentos, que conectam apenas ossos.

A operação é apenas parte do processo de recuperação, que também exige um período de cicatrização e reabilitação com fisioterapia. O tempo depende da gravidade do quadro, do sucesso do procedimento e de fatores de saúde individual do paciente. No caso de Militão, a projeção inicial é que ele só tenha condições de jogar novamente por volta de outubro.

Fonte:Saude Abril

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