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O que é a “dieta da selva” de Henrique Fogaça e por que ela não é uma boa ideia

Costela grelhada suculenta sendo segurada com um garfo, ao fundo jardim desfocado.

Costela grelhada perfeita para um churrasco ao ar livre.

Recentemente, o chef Henrique Fogaça divulgou ter perdido 17 kg ao implementar mudanças alimentares consideradas parte da chamada dieta da selva. Esse método ganhou atenção por priorizar carne e eliminar quase totalmente os carboidratos.

A estratégia, que enfatiza proteínas e gorduras em detrimento dos carboidratos, pode até levar à perda de peso inicial. Porém, especialistas alertam que a falta de nutrientes essenciais torna essa abordagem prejudicial e insustentável no longo prazo. Além disso, segue o risco de o peso perdido ser recuperado ao retornar a uma alimentação tradicional.

Por que Modismos Alimentares Como a “Dieta da Selva” São Questionáveis?

Dietas que evocam práticas “ancestrais”, como a dieta paleolítica e a dieta carnívora, têm como premissa o consumo de alimentos supostamente similares aos de nossos antepassados. A “dieta da selva” compartilha desta lógica, destacando carnes, ovos, folhas, raízes e frutas enquanto elimina cereais e pães.

No entanto, a ideia de que nossos ancestrais evitavam carboidratos é desmentida por estudos arqueológicos. As evidências mostram que suas dietas incluíam altos níveis de vegetais ricos em carboidratos, grãos e plantas diversas.

Os Perigos Ocultos da “Dieta da Selva”

A redução extrema de carboidratos imposta por esse tipo de dieta pode gerar complicações sérias para a saúde. Apesar de os carboidratos serem frequentemente associados a problemas de peso, sua ausência na alimentação prejudica funções corporais essenciais. Muitos não sabem que tanto a falta quanto o excesso podem aumentar a taxa de mortalidade.

O Conselho Federal de Nutrição já alertou contra os potenciais desequilíbrios e impactos na saúde mental e física desse estilo alimentar.

Por Que Dietas Restritivas Podem Sair Pela Culatra?

Estudos revelam que dietas extremas muitas vezes resultam em episódios de compulsão alimentar e retomada do peso perdido. A razão para isso? Elas são difíceis de manter no longo prazo e promovem uma relação inadequada com a comida.

Embora algumas dietas restritivas possam trazer resultados rápidos na balança, o mais importante é considerar fatores como sustentabilidade e diversidade nutricional. Uma abordagem equilibrada sempre traz mais benefícios.

Como Adotar uma Dieta Saudável e Sustentável?

Para alcançar resultados duradouros, a melhor alternativa é investir na reeducação alimentar. Isso significa adaptar sua alimentação para incluir todos os grupos de alimentos em equilíbrio, reduzindo os ultraprocessados e priorizando alimentos in natura.

Algumas dicas práticas incluem:

Sabia que priorizar comida de verdade não significa excluir nenhum grupo alimentar? Planos de reeducação têm como objetivo favorecer o bem-estar físico e mental.

É importante lembrar que, mesmo com alguns conceitos certos, como cortar ultraprocessados, nem tudo que parece natural é seguro. Para guiar sua jornada, confira nossas receitas equilibradas que priorizam alimentos integrais.

Fontes confiáveis, como o Saúde Abril, destacam a importância de consultar especialistas antes de mudanças significativas na dieta.


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