O que é a “dieta da selva” de Henrique Fogaça e por que ela não é uma boa ideia
- novembro 27, 2025
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Recentemente, o chef Henrique Fogaça divulgou ter perdido 17 kg ao implementar mudanças alimentares consideradas parte da chamada dieta da selva. Esse método ganhou atenção por priorizar carne e eliminar quase totalmente os carboidratos.
A estratégia, que enfatiza proteínas e gorduras em detrimento dos carboidratos, pode até levar à perda de peso inicial. Porém, especialistas alertam que a falta de nutrientes essenciais torna essa abordagem prejudicial e insustentável no longo prazo. Além disso, segue o risco de o peso perdido ser recuperado ao retornar a uma alimentação tradicional.
Dietas que evocam práticas “ancestrais”, como a dieta paleolítica e a dieta carnívora, têm como premissa o consumo de alimentos supostamente similares aos de nossos antepassados. A “dieta da selva” compartilha desta lógica, destacando carnes, ovos, folhas, raízes e frutas enquanto elimina cereais e pães.
No entanto, a ideia de que nossos ancestrais evitavam carboidratos é desmentida por estudos arqueológicos. As evidências mostram que suas dietas incluíam altos níveis de vegetais ricos em carboidratos, grãos e plantas diversas.
A redução extrema de carboidratos imposta por esse tipo de dieta pode gerar complicações sérias para a saúde. Apesar de os carboidratos serem frequentemente associados a problemas de peso, sua ausência na alimentação prejudica funções corporais essenciais. Muitos não sabem que tanto a falta quanto o excesso podem aumentar a taxa de mortalidade.
O Conselho Federal de Nutrição já alertou contra os potenciais desequilíbrios e impactos na saúde mental e física desse estilo alimentar.
Estudos revelam que dietas extremas muitas vezes resultam em episódios de compulsão alimentar e retomada do peso perdido. A razão para isso? Elas são difíceis de manter no longo prazo e promovem uma relação inadequada com a comida.
Embora algumas dietas restritivas possam trazer resultados rápidos na balança, o mais importante é considerar fatores como sustentabilidade e diversidade nutricional. Uma abordagem equilibrada sempre traz mais benefícios.
Para alcançar resultados duradouros, a melhor alternativa é investir na reeducação alimentar. Isso significa adaptar sua alimentação para incluir todos os grupos de alimentos em equilíbrio, reduzindo os ultraprocessados e priorizando alimentos in natura.
Algumas dicas práticas incluem:
Sabia que priorizar comida de verdade não significa excluir nenhum grupo alimentar? Planos de reeducação têm como objetivo favorecer o bem-estar físico e mental.
É importante lembrar que, mesmo com alguns conceitos certos, como cortar ultraprocessados, nem tudo que parece natural é seguro. Para guiar sua jornada, confira nossas receitas equilibradas que priorizam alimentos integrais.
Fontes confiáveis, como o Saúde Abril, destacam a importância de consultar especialistas antes de mudanças significativas na dieta.